Saiu na Imprensa

Notícia do Agora, por Carol Rocha

Falha em sistema prejudica salário de professor
Carol Rocha
do Agora
Os professores efetivos da rede estadual de ensino vão receber um salário menor amanhã. A diminuição ocorrerá por conta de uma falha no processamento da folha de pagamento no sistema da Prodesp (Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo).

O erro fez com que as aulas de complementação e substituição ministradas no período de 8 a 28 de fevereiro não fossem contabilizadas.

Segundo relatos de alguns docentes, o problema resultará em até R$ 600 a menos no pagamento que será depositado amanhã. Em nota, a Secretaria de Estado da Fazenda informou que as diferenças serão pagas em folha suplementar no dia 11 de março.

OUTRA AVALIAÇÃO PARA DOCENTE
Não seria interessante fiscalizar melhor os cursos de Licenciaturas nas Universidades?
Se esses cursos fossem bem ministrados e bem avaliados; com certeza os professores seriam bem preparados.
Só esperamos que o acervo bibliográfico não sejam divulgados às vésperas – são livros complexos fora da realidade escolar; talvez para selecionar não os melhores, mas aqueles que pegam licenças para estudar como ocorreu em 2010.
Prof. Sebastião Miguel

MEC cria prova para ajudar Estados e municípios a selecionar professor
Preparação do exame nacional, que deve ser aplicado no próximo ano, começa neste mês pelo Inep; adesão será voluntária e as redes poderão utilizar a avaliação, por exemplo, como parte de seu processo seletivo para futuros docentes
03 de março de 2011 | 0h 00
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Lisandra Paraguassu – O Estado de S.Paulo
O Ministério da Educação começa a preparar sua entrada em uma área até agora intocada pelo governo federal: a seleção de professores para as redes estaduais e municipais. Nesta semana, o MEC põe na rua a matriz de competências – conjunto de temas que deve nortear a formação pedagógica dos docentes – para a formulação de uma prova nacional de acesso que poderá ser usada por Estados e municípios para selecionar professores.

Paulo Liebert/AE-19/8/2010Opções. Redes estaduais e municipais poderão aderir à prova nacional ou utilizar as questões para fazer um exame próprio
Até o final deste mês, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), responsável pela formulação, começa a formar um grupo de especialistas que serão os responsáveis pela criação da prova, preparando um banco de itens a serem usados no teste. A intenção é realizar a primeira prova em 2012.

A Prova Nacional de Concurso para Ingresso Nacional na Carreira Docente funcionará mais para formar um banco de dados de professores do que fazer uma seleção propriamente dita. A intenção é que o candidato faça a prova nacional e as redes estaduais e municipais usem os resultados quando precisarem abrir uma seleção local.

O Estado que aderir, por exemplo, poderá abrir uma seleção de professores e colocar em seu edital que, para assumir a vaga, o candidato precisa ter uma pontuação mínima na prova nacional. O futuro professor, então, apresentará seus resultados, que serão confirmados pelo MEC. A rede, estadual ou municipal, poderá acrescentar uma segunda seleção local.

A forma será semelhante à do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem): o governo federal faz a prova e, com o resultado, o aluno pode se candidatar a diferentes vagas em universidades federais. A magnitude do exame de professores, porém, deverá ser bem menor. Enquanto o Enem avalia cerca de 4 milhões de alunos, a expectativa para a prova de professores é de cerca de 100 mil por ano, para repor aposentadorias e outros afastamentos.

Em média, 80 mil docentes chegam anualmente ao tempo para pedir aposentadoria. O cálculo não leva em conta os professores temporários, abundantes em redes como a de São Paulo. No Estado há hoje 102 mil docentes temporários – 74 mil desses, apesar de não serem concursados, têm certa estabilidade garantida por lei.

“O papel do MEC é induzir. Queremos qualificar as provas do concurso, porque isso terá impacto na própria carreira docente. Bons sistemas internacionais têm um rito de entrada muito importante, que praticamente define a qualidade do sistema de ensino”, afirmou o ministro da Educação, Fernando Haddad, que avalia os concursos atuais, realizados pelas redes estaduais e municipais, como “muito ruins”.

Adesão voluntária. O uso da prova nacional será por adesão – Estados e municípios terão de escolher participar do processo. Um dos pontos a favor da proposta é o fato de que concursos custam caro. Na seleção nacional, esse custo seria bancado quase totalmente pelo ministério, reduzindo custos locais.

O MEC abriu outra possibilidade para prefeituras e governos estaduais: o uso das questões preparados pelo Inep para a formulação de uma prova própria. Mesmo sem aderir ao sistema, o Estado ou o município poderá acessar as questões formuladas por especialistas.

A AVALIAÇÃO

A Prova Nacional de Concurso para Ingresso Nacional na Carreira Docente deverá ter dez blocos de conhecimento:

Políticas Educacionais; Organização e Gestão do Trabalho Pedagógico; Desenvolvimento, Ensino e Aprendizagem; Língua Portuguesa e seu Ensino; Matemática e seu Ensino; História e seu Ensino; Geografia e seu Ensino; Ciências Naturais e seu Ensino; Arte (Artes Visuais, Dança, Música e Teatro) e seu Ensino; e Educação Física e Ensino.

O que se espera dos professores:

Cidadania: Que seja capaz de compreender diferentes aspectos culturais, sociais, ambientais, políticos, econômicos e tecnológicos da sociedade e a sua relação com a educação. Que possa atuar em diferentes situações na escola, mediando conflitos, usando como base o seu conhecimento da atual legislação. Que promova a inclusão.

Trabalho pedagógico: Que seja capaz de fazer um planejamento pedagógico adequado, com objetivos, organização de atividades, tempo e recursos envolvidos. Que consiga usar estratégias e recursos pedagógicos diversificados e possa adaptar suas aulas à realidade e dificuldades dos alunos. Que possa usar diferentes estratégias de avaliação.

Domínio dos conteúdos curriculares: Que tenha domínio da linguagem escrita e possa escrever com coerência, coesão e respeito pelas normas gramaticais do português. Que seja capaz de compreender e apresentar os conteúdos do currículo do ensino básico nas diferentes linguagens, como a literária, a matemática, a científica, etc.Que seja capaz de usar conhecimentos de várias áreas e informações diversas para analisar, descrever, observar, comparar e classificar diferentes situações.



Mariana Mandelli – O Estado de S.Paulo
A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo aprovou anteontem o projeto de Lei Complementar n.º 46, de 2010, que visa a ampliar a atuação de professores temporários na rede estadual antes de iniciar o período de quarentena.

Pela nova lei, o período de atuação do docente temporário foi ampliado para 12 meses, até o fim do ano letivo subsequente. Antes, se o professor começasse a trabalhar em março, por exemplo, seu contrato terminaria obrigatoriamente em dezembro daquele mesmo ano.

Além disso, ele deveria ficar 200 dias sem lecionar, em quarentena.

Uma reportagem do Estado mostrou que, para evitar a falta de professores que a quarentena proporcionaria, o governo estadual estava atribuindo aulas aos temporários, isentando-os assim do período sem lecionar.

A Secretaria de Educação afirma que a nova resolução garante a continuidade do processo pedagógico nas escolas de toda a rede. A lei deve ser publicada hoje no Diário Oficial.



Alckmin põe aliado condenado pela Justiça para gerir fundo educacional

Prof. Sebastião Miguel

 

Ortiz, de 75 anos, é amigo de Alckmin, a quem dá apoio político no Vale do Paraíba, berço do governador, ex-prefeito da cidade de Pindamonhangaba. Carrega em seu currículo três mandatos de prefeito de Taubaté, que somam 14 anos de gestão, e pendências na Justiça.

São 10 ações em que figura como réu, oito delas com base na Lei 8249/92 (Lei da Improbidade). Em três casos ele foi absolvido, mas o Ministério Público recorreu ao Tribunal de Justiça. Em quatro ainda não há decisão de primeira instância.

Em uma ação foi condenado. Ortiz é acusado de violação aos princípios constitucionais da moralidade e impessoalidade ao contratar servidores sem concurso público. A demanda está sob crivo do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A defesa de Ortiz não admite que tenha havido dolo ou má fé em seus atos (leia texto abaixo). Mas a Justiça afirma que ele violou de modo grave a Constituição.

Na semana passada, Alckmin indagou a Ortiz sobre existência de eventuais demandas no âmbito judicial. O filho do ex-prefeito, advogado José Bernardo Ortiz Júnior, encaminhou relatório ao governador na qual assinala que Ortiz jamais foi condenado por enriquecimento ilícito ou prejuízo ao erário que pudesse implicar em ressarcimento de dano e enquadramento na Lei da Ficha Limpa. Na sexta-feira, 21, o Diário Oficial publicou decreto de Alckmin nomeando Ortiz.

A presidência da FDE é um dos cargos mais cobiçados da administração, dada a sua extensa área de abrangência e influência política. É o braço operacional da pasta. Ortiz toma posse nesta quarta feira, às 16 horas.

Em 11 de agosto de 2008, o juiz da 4.ª Vara Cível de Taubaté, Luís Manuel Fonseca Pires, condenou Ortiz à suspensão dos direitos políticos por três anos pela admissão direta de médicos, dentistas e advogados. O juiz impôs a Ortiz pagamento de multa no valor equivalente a 12 vezes o valor da última remuneração como prefeito.

“Houve, à evidência, manifesta má fé por parte do réu ao contratar servidores públicos sem concurso como determina o artigo 37 da Constituição sob a invocação e arremedos de fundamentos em conceitos jurídicos indeterminados”, assinalou o juiz. “O fato narrado qualifica-se como atentatório aos princípios da administração pública. O dolo, sem dúvida alguma fundamental à qualificação jurídica da improbidade administrativa, restou plenamente comprovado. Pois dolo é a consciência e a voluntariedade de proceder de determinado modo.”

O juiz concluiu que Ortiz “pretendia, e assim o fez, burlar a norma constitucional que impõe o dever de realizar os concursos públicos”. As contratações foram realizadas no segundo mandato de Ortiz (1993-1996). Em 2001, o Ministério Público Estadual ingressou com ação civil contra o tucano com base na Lei 8492/93, que trata da improbidade e define sanções àqueles que a violam. A sentença de primeiro grau foi confirmada pelo Tribunal de Justiça (TJ).

No STJ, o ministro Humberto Martins destacou a decisão do TJ. “A violação decorre do uso abusivo que o prefeito municipal fez da lei que autorizava a contratação sem concurso público em hipóteses excepcionais, utilizando-a como mecanismo rotineiro de burla à Constituição e sua principiologia. Tanto assim que não se cuidou de realizar nenhum concurso público ou, ao menos, estabelecer um cronograma de concursos, conforme a disponibilidade orçamentária. O artifício consistia em aplicar o dispositivo autorizador da contratação que ultrapassasse 120 dias, de modo a eternizar o vínculo.”

Segundo o TJ: “Induvidoso que o réu violou a Constituição e seus princípios, notadamente a igualdade, a finalidade, a impessoalidade e a moralidade administrativa e o fez de modo absolutamente escancarado. Pouco importa aqui o elemento subjetivo que o animou, embora custe crer que o prefeito de importante cidade em região altamente desenvolvida do Estado, não tivesse a exata dimensão de sua ação.”

Tópicos: Geraldo Alckmin, JOsé Bernardo Ortiz, Fundo Educacional, FDE, Secretaria da Educação, São Paulo, Nacional, Política

Governo de SP suspende ‘quarentena’ de 16 mil professores temporários

Aprovada na gestão do governador José Serra (PSDB) em 2009, a chamada lei da quarentena determina que funcionários sem concurso não podem ser contratados por dois anos seguidos pelo Estado, para não criar vínculo empregatício. Mas, como não há professores concursados em número suficiente para atender a demanda, a rede estadual depende em grande parte dos temporários.

A Secretaria da Educação informou ontem que, por orientação de sua assessoria jurídica, interpretou a lei de forma que a quarentena só passará a valer em 2012. Para evitar o problema de falta de professores dentro de um ano, a pasta informou também que propôs uma alteração na lei.

O texto da emenda está em trâmite na Assembleia Legislativa desde o fim de 2010, mas não foi votado a tempo de entrar em vigor antes do início deste ano letivo – a assembleia só volta do recesso no dia 1.º de fevereiro. No projeto, a secretaria admite ter detectado que a lei provocou “problemas” na rede.

O processo de atribuição de aulas, quando os professores ficam sabendo em que escolas e quantas aulas vão dar, começa no dia 31 e vai até o dia 7 de fevereiro. As aulas na rede se iniciam no dia 10 de fevereiro.

Os professores temporários, no entanto, continuam sem saber que estão aptos a voltar às escolas estaduais este ano. “Dei aulas na rede estadual no ano passado, mas agora só posso voltar em 2012. Minha exclusão foi publicada no Diário Oficial no início deste mês”, conta André Christian Dalpicolo, professor de matemática e filosofia.

Na mesma situação, o professor Israel Alves Menezes se diz desiludido com o magistério. “Com a precariedade da rede já estava difícil encontrar professores de algumas disciplinas. Eu mesmo, como não vou poder dar aulas neste ano, vou aproveitar para fazer um curso e mudar de carreira.”

Justiça. Às vésperas do início do ano letivo, a secretaria enfrenta também problemas com a efetivação dos 9 mil docentes aprovados no último concurso público. A nomeação está suspensa por uma liminar concedida à Apeoesp; o governo teria descumprido uma parte do edital.

A secretaria diz que só vai se manifestar sobre o tema após decisão final do juiz.

Docentes na rede estadual

115.910 efetivos por concurso público

73.927 não concursados, mas com direito a estabilidade

28.700 temporários sem estabilidade

20/01/201Temporários criticam atribuição de aula do Estado.
Carol Rocha

O processo de atribuição de aulas e classes na rede estadual, que começa no próximo dia 31, tem recebido críticas dos professores temporários e também dos sindicatos. Os chamados OFAs (Ocupante de Função Atividade), que são os temporários com estabilidade, dizem que o procedimento atual os prejudica.

Veja o calendário de atribuição de aulas
Educação vai manter procedimento atual
O processo de atribuição de aulas e classes é centralizado, ou seja, é realizado nas escolas. Assim, é possível que um temporário sem estabilidade escolha a vaga antes que um temporário estável, já que quem está na unidade tem prioridade na escolha. Só depois as vagas livres são oferecidas nas diretorias de ensino. Por isso, os temporários pedem que o processo ocorra diretamente nas diretorias.

Uma professora temporária com estabilidade que mora na região central diz que, em 2010, a escolha de vagas para os estáveis foi feita em 8 de fevereiro. Porém, não havia vaga disponível na região central, e ela escolheu uma escola da zona norte.

Educação 02/01/2011 18h33

A força do ensino à distância no país Cursos realizados virtualmente ganham espaço no Brasil, mas exigem cuidados e habilidades específicas de quem pretende estudar on-line Deise Machado de Oliveira
Diário SP

Com quase três mil cursos disponíveis, o ensino à distância (EAD) vem furando o bloqueio do preconceito das aulas ministradas on-line para tornar-se uma realidade na educação brasileira. E 2011 promete ser um ano ainda melhor para a área. O governador eleito Geraldo Alckmin já anunciou, por exemplo, que vem por aí a Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp). Além disso, o presidente da Associação Brasileira de Educação à Distância (Abed), Fredric Litto, diz que o Ministério da Educação (MEC) também guarda boas novas para este ano.

Mas se é verdade que a oferta de cursos à distância (livres, graduações, pós, tecnológicos e educação de adultos e jovens) é crescente, é fato também que eles ainda seguem envoltos em dúvidas: a EAD é para todos? Quem pode cursar? O que é preciso fazer antes de se matricular? Que cuidados tomar?

Fredric Litto destaca a pró-atividade como uma característica essencial para um candidato a aluno de EAD. No mundo virtual, é necessário que o estudante tenha iniciativa e saiba se gerenciar apesar da orientação de um professor, ou nem adianta ele apostar nessa modalidade de ensino.

“Quem precisa ser elogiado ou cobrado por um educador, não serve para esse tipo de ensino”, ressalta o presidente da Abed. “O aluno de EAD tem que ser decidido e pró-ativo. E deve lidar com a solidão”, completa o diretor de EAD da Universidade Nove de Julho (Uninove), Marcos Wesley da Silva.

Independência nos estudos

O estudante George Hiroshi concorda. Para ele, a falta de contato com o professor é um aspecto difícil do ensino à distância. Aos 23 anos, formado em física, Hiroshi acaba de concluir uma especialização em gestão escolar pelo programa de pós-graduação da Universidade Gama Filho. “O contato com o educador é mais interessante que o relacionamento virtual”, fala. Em contrapartida, ele destaca a possibilidade de o aluno administrar seu tempo como uma das qualidades de EAD.

De acordo com os especialistas, outras características necessárias para quem pretende fazer um curso on-line são disciplina, capacidade de automotivação e paciência. Maturidade, conforme a pedagoga Virgínia Torres, é fundamental para concluir os estudos, sem a cobrança de um professor.

Virgínia trabalha com EAD e terminou em 2010 uma especialização em sua área pelo Senac Distrito Federal. Agora, realiza uma graduação em filosofia. Para ela, o ensino à distância exige que o aluno “corra mais atrás, por isso, aprende mais.”

foto: Lilo Clareto/Diário SP A pedagoga Virgínia Torres trabalha com educação à distância e já concluiu alguns cursos nessa modalidade
Especialistas recomendam pesquisar entidade

Para não correr o risco de apostar em um curso à distância irregular são necessários alguns cuidados, como certificar-se sobre a qualidade da instituição que oferece o ensino. “Se ela tiver boa reputação em cursos presenciais, provavelmente, se sai bem oferecendo EAD”, comenta Fredric Litto, presidente da Abed.

Segundo ele, hoje, a associação tem cadastradas 250 escolas nesse tipo de modalidade (virtual). E, conforme Litto, a situação em relação aos cursos on-line melhorou de dez anos para cá, mas, ainda assim, não há, por exemplo, regulamentação para as opções de ensino médio e pós-graduação. O conservadorismo do brasileiro seria, de acordo com o especialista, um dos principais motivos de ainda haver preconceito em relação à educação à distância no país.

A EAD é a saída para um maior acesso à educação: “Se o Brasil continuar com pretensão de ser uma economia global, precisará qualificar mão de obra. Para estruturar os cursos presenciais vão uns 40 anos. A EAD é a única forma de triplicar o número de brasileiros em cursos de nível superior.”

Cinco ganhadores do Prêmio Nobel utilizaram essa metodologia

Frederick G. Hopkins – Prêmio Nobel de Medicina (1929)

Wole Soyinka – Prêmio Nobel de Literatura (1986)

Ronald Coase – Prêmio Nobel de Economia (1991)

Derek Walcott – Prêmio Nobel de Literatura (1992)

Nelson Mandela – Prêmio Nobel da Paz (1993)

Ensino à distância existe desde o século 19

Pelo fato de ser ministrada hoje em um ambiente virtual, a educação à distância pode parecer uma grande inovação. Mas novidade mesmo é a tecnologia. O ensino à distância existe desde o século 19. Nessa época, a Universidade de Londres ministrava cursos nessa modalidade. Mahatma Gandhi fez seu bacharelado em direito dessa forma, sem sair da Índia, via correspondência.

No Brasil predomina o aprendizado virtual, mas existem também aulas presenciais

A EAD no Brasil pode ter momentos presenciais. A maior parte do tempo, entretanto, a aprendizagem se dá virtualmente. Daí a necessidade de o aluno ter o equipamento básico exigido pelo curso, assim, ele pode participar de chats e videoconferências, por exemplo. O site da Associação Brasileira de Educação à Distância (Abed) – www2.abed.org.br – reúne informações para quem quer saber mais sobre o assunto, inclusive a relação de cursos,
como graduação, pós e aperfeiçoamento.
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URGENTE http://www.apeoesp.org.brimprensa@apeoesp.org.br
Nº 05
17/01/2011
Secretaria da Educação
decide manter regras da
atribuição de aulas
Alegando a necessidade de conhecer mais
detalhadamente os problemas da rede estadual
de ensino e de realizar estudos para “mudanças
profundas” nas políticas educacionais em vigor, a
Secretaria da Educação comunicou à APEOESP
que, para este ano, vai manter a atribuição descentralizada
nas escolas para os professores das
categorias “F” e “L”. Também vai manter a exigência
de nota mínima para que o professor seja
considerado “qualificado” para a atribuição, embora
os que não atinjam a nota mínima possam
participar das fases seguintes da atribuição, em listas
separadas, como em 2010.
A centralização da atribuição de aulas nas DREs
vinha sendo praticada há vários anos, mas a Resolução
SE 77/2010 definiu que a próxima atribuição
seja realizada nas escolas. Reunião ampliada
da Diretoria Estadual Colegiada da APEOESP,
com representantes das subsedes, decidiu que a
entidade lute pela volta da atribuição centraliza-
􀂄 Novo secretário também não recua do
descumprimento do edital do concurso de PEB II
􀂄 S.E.E. alega que irá realizar estudos para “mudanças
profundas” que entrarão em vigor no próximo ano
􀂄 Decisão reforça necessidade da mobilização da
categoria
da. Na decisão da S.E.E, porém, prevaleceram
os argumentos operacionais do DRHU junto ao
secretário.
Quanto à exigência de nota mínima para os
da Categoria “L”, informamos que exigi-la é ilegal,
eis que a LC 1093/2009 não adota essa necessidade.
Sobre a nota mínima para o “Categoria
F”, expusemos ao secretário que a LC 1093/
2009 determina que tal nota deve ser fixada por
Resolução do próprio secretário e que, portanto,
ele poderia legislar sobre este ponto, determinando
a forma de classificação que melhor
atenda aos interesses dos professores e da rede
estadual de ensino. Isto poderia ser feito através
de mudança na Resolução SE 91/2009 de forma
a, por exemplo, classificar todos os professores
da categoria “F”, depois todos os categoria “L” e ,
finalmente, os ingressantes, da categoria “O”.
Alertamos também que a manutenção das atuais
regras pode ocasionar, novamente, falta de professores, tendo a Secretaria que recorrer de
novo até mesmo a professores que sequer tenham
feito a prova.
Entretanto, numa postura que não condiz que
suas declarações públicas de mudanças, qualidade
do ensino e valorização dos professores, o
secretário manteve-se numa posição conservadora,
deixando tudo como está.
Nota mínima
Sobre a nota mínima para os professores da
Categoria “L”, a APEOESP ajuizou Mandado de
Segurança Coletivo, que aguarda despacho do Juiz.
Obtendo-se a liminar nessa ação, abriremos caminho
para que possamos questionar também a
nota mínima para os professores da categoria “F”.
Concurso
O secretário da Educação também decidiu persistir
no erro flagrante cometido no concurso público
para PEB II, quando a Secretaria da Educação
decretou a nomeação dos aprovados no curso de
formação específica (Escola de Formação)
descumprindo o edital (Instruções Especiais nº 1,
de 24/12/2009), o qual em seu item 6.1 determina
que após o curso de formação específica deve
haver outra sessão de escolha de vagas, precedendo
a nomeação, o que não ocorreu.
A nova sessão de escolha se justifica, pois pode
ter havido muitos casos em que o candidato não
pode escolher a vaga que lhe interessava, por ter
sido escolhida por outro candidato mais bem classificado
naquele momento e que não está entre
os nomeados. O candidato agora nomeado poderia
desejar ocupar, então, aquela vaga.
Alertamos a S.E.E. para a ilegalidade cometida.
Entretanto, após conversa mantida entre a direção
do Sindicato e o secretário adjunto em 10/
01, o secretário Herman Vooworld comunicou
à APEOESP que manteria a nomeação dos
concursados, sem realizar nova sessão de escolha.
Assim, não restou ao Sindicato outra saída.
Ajuizamos Ação Civil Pública objetivando fazer
com que houvesse essa segunda escolha, conforme
determina o Edital do Concurso. Após
análise, o Juiz de Direito concedeu liminar para
suspender a nomeação, ao menos até que a Secretaria
da Educação se manifestasse sobre a ilegalidade
cometida.
Com essa medida a APEOESP demonstra que
está atenta para salvaguardar os direitos dos professores.
Categoria “O”
Quanto aos professores da categoria “O” que
tiveram encerrados seus contratos no final de
2010, por que o governo não colocou em votação
na ALESP projeto de lei que permitia estender
esses contratos, o secretário disse que buscará
junto ao governador a convocação extraordinária
dos deputados estaduais com o intuito de
votar o projeto, com emenda do deputado
Roberto Felício que o torna válido para esses professores
que tiveram vínculo em 2010. Esta possibilidade,
entretanto, depende de diversas variáveis
que serão analisadas.
Problemas urgentes dos professores
não podem esperar os estudos da S.E.E.
Na resposta verbal às reivindicações da
APEOESP, a S.E.E. alegou que há problemas
operacionais para realizar as mudanças que solicitamos,
que precisam conhecer melhor a realidade
da rede estadual e que vão realizar estudos
amplos para “mudanças profundas” não apenas
na atribuição de aulas, mas nas políticas da S.E.E.
É preciso lembrar ao secretário que este governo
é a continuidade de 16 anos de governos
do PSDB no nosso Estado e que há problemas
que afetam a nossa categoria e as escolas estaduais
cujas urgentes soluções não podem esperar
“estudos amplos” e “mudanças profundas”. Será
que vamos ver mais do mesmo na Secretaria Estadual
da Educação?
Vamos nos mobilizar pelas
nossas reivindicações
Vamos continuar pressionando a Secretaria da
Educação para que volte atrás e altere o processo
de atribuição de aulas.
É muito importante que todos os diretores e
todas as subsedes participem, com um representante,
da reunião da Diretoria Estadual Colegiada
no dia 26/01, na qual definiremos nosso calendário
de mobilização para defender nossos direitos,
inclusive quanto ao reajuste salarial que reponha o
poder de compra dos nossos salários, defasados
em pelo menos 34,3% desde março de 1998.

Secretaria de Comunicações

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