Voorwald: a reforma estava em estudo desde 2008

Secretaria da Educação do Estado de São Paulo passará por uma reforma administrativa, com criação de novas coordenadorias e cargos.

 

Segundo a pasta, a mudança visa a acabar com a sobreposição de tarefas, agilizar a implantação de novas medidas e manter os professores em sala de aula. Atualmente há 1,9 mil docentes deslocados para tarefas burocráticas, como realizar pregões e cuidar de finanças.

Ernesto Rodrigues/AEAgilidade. Voorwald quer menos burocracia nas escolas
O governo já tem prontos o decreto com as mudanças e um projeto de lei criando os novos cargos. O texto deve ser enviado à Assembleia Legislativa assim que terminar o recesso. “A reforma é fundamental para que as ações da secretaria cheguem à ponta de forma mais correta e menos burocrática”, afirmou o secretário de Educação, Herman Voorwald.

A estrutura atual, criada em 1979, segue uma lógica geográfica – há uma coordenadoria do interior e outra da Grande São Paulo. Com a reforma, elas serão extintas e substituídas por coordenadorias temáticas: pedagógica, de avaliação, infraestrutura, recursos humanos, orçamento e Escola de Formação de Professores.

“Agora, cada coordenadoria tratará de um assunto por inteiro”, explica Fernando Padula, chefe de gabinete. As 91 diretorias de ensino serão mantidas, mas ficarão focadas em implantar as ações pedagógicas. Um estudo da própria secretaria aponta que atividades burocráticas ocupam 70% do dia a dia das diretorias de ensino.

Para compor as diretorias, serão abertos concursos públicos para três novas funções: nutricionista, para acompanhar a qualidade das merendas; bibliotecário, para cuidar das salas de leitura; e técnico de apoio à gestão pública, função de nível médio.

A secretaria preconiza que reforma vai deixar supervisores e diretores de escolas mais livres para realizar suas funções principais. “Primeiro temos de dar condições para que cumpram seus papéis, para então cobrar que o façam”, disse Padula.

A pasta calcula que, apesar dos novos órgãos e cargos, a mudança economizará R$ 26 milhões ao ano quando estiver completamente implantada – está previsto um período de transição.

Voorwald faz questão de ressaltar que o modelo não foi uma invenção sua – a reforma estava em estudo desde 2008. Também garante que a mudança é consensual e conversou sobre o tema com todas as entidades de classe em sua primeira semana no cargo.

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